segunda-feira, 30 de maio de 2011

caminhos

A caneta presa entre os dedos, escrevendo sem parar nas reuniões, no carro em movimento. Era tanta coisa para absorver, aprender, lembrar.
O carro se movia em baixo de um sol de final de tarde, céu azul. A mão continuava a escrever como há tempos não escrevia, a estrada era perigosa, os deslocamentos eram longos, naquele momento foi tempo de compartilhar histórias e sonhos profundos.
Escrevi no primeiro dia de viagem, na folha do caderno em branco: Viagem de vencer limites, aprender a conhecer coisas novas, saber apreciar os erres e os esses do Norte, acordar cada dia e perceber que é possível vencer os desafios.
E foi isso mesmo. Voltei amadurecida, mudada. Afinal, não tem como não, somos como um rio, passamos e vamos levando tudo o que a água alcança, galho seco, folhas. Eu recolhi tudo o que podia nas minhas águas mais profundas e cresci.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mind games

Dilacerado o corpo nada é.
No passo sem pés.
Na vida sem a respiração.
No amor sem o toque.
No ódio sem a palavra
Ou na palavra vã.
Dilaceram a mente e o afeto que falta,
continua faltando.