Minhas primeiras recordações do número 13 não derivam de inúmeras aulas de matemática, nem de quantidade de presentes ou beijos, nem da idade que já tive. A primeira recordação que tenho desse número e acredito que muita gente também o tenha - é o número treze como sendo o número do azar.
Mas assim como a matemática nunca se entendeu direito comigo e nem eu com ela, o número treze nunca se mostrou como o número do azar pra mim. Pelo contrário.
Em 13 de março de 2010, nasceu Jorge. Um pequeno Grão que trouxe um mundo de felicidade.
E esse tal de Jorge é um bebê que já sabe acenar tchauzinhos, sabe sorrir quando o chamam de lindo e já descobriu quase que o mundo inteiro do meu quarto pela boca. Afinal, não houve uma conta de colar que não fosse saboreada por ele.
E recebê-lo em casa é como um pequeno furacão. Vem e mexe na nossa vida, mostra que a gente já tá ficando pra titia, que o tempo passa a cada centímetro que ele cresce. Revira tudo; brinquedos, sapatos, tudo que ele encontra pelo caminho, sempre provando e na maioria das vezes aprovando tudo também, já que volta naquilo e prova de novo.
Que o mundo da realidade e da imaginação sempre encante Jorge. Que ele saiba saborear o mundo com os olhos, com as palavras, com os cheiros e o tato. Que ele saiba viver, sentir e amar.
E que mesmo que ele ainda não entenda, que ele continue percebendo que amor cresce junto. E sempre.
segunda-feira, 14 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Corre o tempo
O tempo cerca tudo.
O tempo passa para todos.
O tempo encurta.
O tempo esquece.
O tempo acentua o amor e a saudade.
O tempo e a existência.
O tempo faz a existência.
O tempo é a minha memória.
O tempo sou eu.
(texto escrito em 2006)
O tempo passa para todos.
O tempo encurta.
O tempo esquece.
O tempo acentua o amor e a saudade.
O tempo e a existência.
O tempo faz a existência.
O tempo é a minha memória.
O tempo sou eu.
(texto escrito em 2006)
Photos
Fotografias,
fragmentos de um momento.
Momentos guardados ou estampados.
Caixas, porta retratos,
fundo de armário,
colada na parede.
Em preto e branco
ou colorida,
saudade, carinho como legenda.
Apagadas, rasgadas,
escondidas.
Todas guardam um passado,
O passado.
(texto escrito em 2004 para uma atividade do colégio.)
fragmentos de um momento.
Momentos guardados ou estampados.
Caixas, porta retratos,
fundo de armário,
colada na parede.
Em preto e branco
ou colorida,
saudade, carinho como legenda.
Apagadas, rasgadas,
escondidas.
Todas guardam um passado,
O passado.
(texto escrito em 2004 para uma atividade do colégio.)
quarta-feira, 9 de março de 2011
Assanha, avermelha
Faz manha, rebola, rola na cama. Me beija, me deixa louco de tesão.
Se queixa, se deixa perfeita para mim no colchão.
Na pele rósea da paixão, no suor da nuca, no cabelo despenteado no travesseiro, ela é toda minha e eu sou todo dela.
Liga o rádio, faz manha, rebola,me beija e como sempre me deixa.
Mas, sempre volta para casa.
E se queixa e me ama do avesso, por inteiro e me deixa ser levado pelo desejo. Com um só arranhão.
Se queixa, se deixa perfeita para mim no colchão.
Na pele rósea da paixão, no suor da nuca, no cabelo despenteado no travesseiro, ela é toda minha e eu sou todo dela.
Liga o rádio, faz manha, rebola,me beija e como sempre me deixa.
Mas, sempre volta para casa.
E se queixa e me ama do avesso, por inteiro e me deixa ser levado pelo desejo. Com um só arranhão.
Conversa
Carmen entrou. Já dava para antecipar o que vinha. O girar da chave na porta, tão devagar, tão sem vida. Apareceu pela pequena fresta que abriu para entrar. Tão sem cor, tão triste.
- Ele foi embora.
- Como assim, Carmen? - disse eu, nada espantada.
- Foi. De uma hora para outra. Foi.
- Foi? É o melhor que podia ter acontecido. - Não me aguentei, tive que falar a frase de efeito que todo mundo fala. - Você vai ver como sua vida vai melhorar e você vai encontrar alguém muito melhor.
Ela então deu a resposta, concordou comigo com uma tentativa de sorriso e balançou de leve a cabeça.
(Uma pausa na conversa).
- Foi tão inesperado. - Continuou Carmen. - Ele simplesmente foi.
- ...
- Eu acho que ele foi atrás dela.
- Atrás de outra mulher? - Perguntei já indignada, como toda mulher se sente ao saber de uma traição.
- Não, Dona. - Carmen pareceu perder ainda mais um pouco da vida que havia sobrado. - Ele foi atrás da felicidade.
- Ele foi embora.
- Como assim, Carmen? - disse eu, nada espantada.
- Foi. De uma hora para outra. Foi.
- Foi? É o melhor que podia ter acontecido. - Não me aguentei, tive que falar a frase de efeito que todo mundo fala. - Você vai ver como sua vida vai melhorar e você vai encontrar alguém muito melhor.
Ela então deu a resposta, concordou comigo com uma tentativa de sorriso e balançou de leve a cabeça.
(Uma pausa na conversa).
- Foi tão inesperado. - Continuou Carmen. - Ele simplesmente foi.
- ...
- Eu acho que ele foi atrás dela.
- Atrás de outra mulher? - Perguntei já indignada, como toda mulher se sente ao saber de uma traição.
- Não, Dona. - Carmen pareceu perder ainda mais um pouco da vida que havia sobrado. - Ele foi atrás da felicidade.
Efeito cebola
Toda vez que ela ia ao psicólogo era a mesma sensação. Sentia como se a cada vez fosse removido delicadamente algo dela.
Primeiro retiraram as suas recordações mais instantâneas - aquilo que acontecia no seu dia-a-dia. Depois a cada conversa era uma parte mais profunda: uma saudade, uma violência, um grito seco, uma boa recordação.
E ela lá. Esperando.Sentada.Esperando. Falando.Esperando. Em silêncio. Esperando a próxima parte a ser descascada. Tal qual uma cebola. Quanto mais profunda a parte a ser cortada, maiores são as lágrimas.
Primeiro retiraram as suas recordações mais instantâneas - aquilo que acontecia no seu dia-a-dia. Depois a cada conversa era uma parte mais profunda: uma saudade, uma violência, um grito seco, uma boa recordação.
E ela lá. Esperando.Sentada.Esperando. Falando.Esperando. Em silêncio. Esperando a próxima parte a ser descascada. Tal qual uma cebola. Quanto mais profunda a parte a ser cortada, maiores são as lágrimas.
terça-feira, 8 de março de 2011
O começo
Esse é o começo de uma nova história. Aqui registro um novo tipo de experiência. A experiência de escrever o mundo pelos meus olhos.
Para poder escrever o que escrevo agora , quebro inúmeras barreiras.
Bem vinda a palavra. Aceita tomar um chá comigo?
Para poder escrever o que escrevo agora , quebro inúmeras barreiras.
Bem vinda a palavra. Aceita tomar um chá comigo?
Assinar:
Postagens (Atom)